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Dedicação integral à saúde

Uma das prioridades do Hospital São Francisco é acompanhar a evolução da Medicina. Para isso, o Hospital formou uma equipe de profissionais qualificados que se atualiza constantemente

18/09/2015

Hospital São Francisco comemora 70 anos com destaque na revista Revide 

Por iniciativa do médico Waldemar Barnsley Pessoa, ao lado de um grupo de ilustres colegas, era inaugurado, em 8 de setembro de 1945, o Hospital São Francisco. Desde o princípio, a meta era construir uma instituição médica moderna, que pudesse oferecer à população de Ribeirão Preto e da região um atendimento médico de qualidade e sintonizado com os novos tempos. Os objetivos que levaram à fundação do Hospital foram mantidos nas últimas sete décadas, quando a Medicina viveu uma verdadeira revolução. Tais transformações ampliaram a atuação da instituição de saúde, garantindo posição de destaque entre os principais hospitais do interior paulista.

Resumidamente, pode-se destacar, na década de 60, a construção de um prédio exclusivo para a maternidade, iniciativa pioneira para a época. Na década seguinte, o São Francisco destacou-se no interior no tratamento avançado do câncer. Em 1988, foi inaugurado o Hospital do Coração onde, no ano seguinte, foi realizado o primeiro transplante renal. Já em 2011, a instituição de saúde incorporou o Hospital Netto Campello, de Sertãozinho, transformando-se em um complexo hospitalar. Na cidade vizinha, são realizados procedimentos de média e baixa complexidade, deixando para a unidade ribeirãopretana todos os atendimentos de alta complexidade, clínicos e cirúrgicos.

De acordo com José Miranda da Cruz Neto, superintendente do Hospital São Francisco, as unidades devem somar, em 2015, 200.000 pacientes atendidos no pronto atendimento e na emergência, 34.000 cirurgias nas suas 27 salas bem equipadas e acomodar quase 15.000 pacientes em 246 leitos de internação. O Hospital, referência em cardiologia, neurologia, ortopedia, oncologia e cirurgia geral, possui centros especializados em psicologia, oftalmologia, farmácia, fisioterapia, nutrição, exames laboratoriais, dor crônica, hemodiálise, hemoterapia e doenças buco-maxilo-faciais. Conta com índices de controle de infecção hospitalar comparáveis aos centros referenciais de atendimento, tendo comemorado, em 2014, 50 mil procedimentos diagnósticos e terapêuticos do serviço de Hemodinâmica.

Trabalho a muitas mãos

Em 70 anos de história, foram constantes os investimentos em infraestrutura, tecnologia e, principalmente, no aprimoramento das equipes médicas, paramédicas e administrativas. De acordo com o anestesista Roberto Mele (CRM: 11.636), que integra a equipe do Hospital São Francisco há 50 anos — foi o próprio doutor Waldemar Pessoa quem o convidou a fazer parte deste time —, o foco da instituição sempre esteve nas pessoas. “Desde o início, o corpo clínico foi um dos pilares do São Francisco”, garante o anestesista, atribuindo a esse fator um dos principais motivos para o sucesso do Hospital.

O médico intensivista Marcus Ferez (CRM: 35.019), um dos responsáveis pelas primeiras ampliações da Unidade de Terapia Intensiva do São Francisco, nos anos de 1980 e 1990, que até hoje comanda a área na instituição, concorda com o colega. “Passei a fazer parte da equipe a convite do professor Paulo Roberto Évora, a quem faço questão de homenagear. Essa relação pessoal com os membros do corpo clínico cria um ambiente de trabalho diferenciado que nos faz permanecer por longos anos”, elucida o médico.

A Terapia Intensiva do Hospital se dedica a um programa de ensino reconhecido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) desde 1985, o que mantém o setor constantemente atualizado nas práticas médicas, incluindo produção científica. Agregado a isso está o apoio contínuo da diretoria do São Francisco a todas as questões relacionadas à saúde e às novas tecnologias.

“Na Medicina Intensiva, particularmente, fortalecida inicialmente na instituição por conta da realização de cirurgias cardíacas, tivemos a oportunidade de acompanhar os avanços de perto. Atualmente, dispomos de 20 leitos para internação e uma equipe multidisciplinar completa, com médicos intensivistas, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, infectologistas, entre outros profissionais pautados por resultados”, comemora Ferez. O trabalho realizado pode ser avaliado por um banco de dados eletrônico que monitora, anonimamente, mais de 800 Unidades de Terapia Intensiva pelo país, possibilitando uma constante comparação de resultados entre elas.

A atuação da equipe comandada pela infectologista, Silvia Nunes Szente Fonseca (CRM: 47.981), está intimamente relacionada aos índices de infecções hospitalares atingidos pela instituição de saúde. Tendo passado sete anos se aprimorando no exterior na década de 1980, integra o corpo clínico do São Francisco desde 1994. “Naquele momento, o controle de infecção hospitalar não era prioridade na maioria das instituições de saúde — a própria legislação em torno do assunto foi criada apenas em 1998. Essa atenção antecipada exemplifica o pioneirismo do Hospital nessa área”, acrescenta a especialista.

O setor de controle de Infecção Hospitalar já foi representado em congressos e em palestras realizadas por Silvia no Brasil e no exterior, incluindo a apresentação de trabalhos científicos produzidos no Hospital. “Nosso setor não exige tecnologia: os grandes investimentos são nas pessoas, nos protocolos e nos treinamentos. Por isso mesmo, não é tão comum que as instituições demandem grande atenção à área, mas no São Francisco, recebemos apoio integral da direção”, reforça a médica.

A instituição médica também investe fortemente em equipamentos, como na área de endoscopia digestiva, comandada pelo especialista José Eduardo Brunaldi (CRM: 17.990). Tendo chegado a Ribeirão Preto e ao corpo clínico do Hospital São Francisco como gastrocirurgião, em meados da década de 1970, Brunaldi acompanhou de perto o desenvolvimento da especialidade.

“Antes, eram os cirurgiões gástricos os responsáveis pelos exames e tratamentos endoscópicos, mas a hipertrofia da área criou uma nova especialidade, à qual passei a me dedicar”, acompanhando a tendência a procedimentos cirúrgico cada vez menos invasivos”, relata Dr. Brunaldi. De acordo com o médico, as novidades chegam rapidamente ao São Francisco que, recentemente, passou a operar o ultrassom endoscópico, equipamento capaz de revelar diagnósticos bastante precoces, especialmente relativos ao pâncreas. “A endoscopia digestiva significou muito para a medicina minimamente invasiva, passando a solucionar problemas sem a necessidade de cirurgias maiores levando a melhores resultados para os pacientes”, explica o médico.

Segurança e multidisciplinaridade

O binômio que representa o tratamento de saúde desejado — com máxima segurança, em uma abordagem integral do paciente — está entre as principais metas do Hospital São Francisco. Garantir esse resultado é uma das missões do médico Woe Tong Chan (CRM: 86.953), diretor-técnico da instituição de saúde. “Desde 2011, minha função no grupo é facilitar o trabalho do corpo clínico, promovendo a interlocução com a direção do Hospital e estimulando o aprimoramento profissional, o acesso às novas tecnologias e ao desenvolvimento de novos protocolos médicos”, afirma o internista.

No que diz respeito à atualização profissional, vale destacar que o Hospital mantém cerca de 100 profissionais vivenciando algum estágio de aprimoramento, com reconhecimento das sociedades e das associações médicas correspondentes. “São residentes e estagiários de diversas especialidades frequentando o São Francisco ininterruptamente, o que estimula nosso corpo clínico a ficar sempre atento a todas as novidades da Medicina”, explica Chan, frisando que aprimorar a formação médica dentro do Hospital eleva o atendimento a outro patamar. Nesse sentido, o Hospital criou um centro de pesquisa clínica cujo funcionamento já foi autorizado pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CONEP), do Ministério da Saúde e, agora, entrará na fase de implantação.

A Cardiologia está entre as especialidades dedicadas ao atendimento e à formação de médicos nessa área do conhecimento. “Esta especialidade, certamente, está entre as que mais evoluíram nas últimas duas ou três décadas, tanto no diagnóstico quanto no tratamento, o que obrigou a equipe do São Francisco a se manter em constante atualização”, explica o cardiologista Fernando Nobre (CRM: 22.313), que faz parte do corpo clínico desde 1988 e é o responsável pelo serviço de cardiologia da instituição. Para ele, a inauguração do Hospital do Coração, em 1988, demonstra com clareza a importância dada à especialidade.

O pioneirismo nessa área está demonstrado em vários momentos em sete décadas, incluindo a segmentação do atendimento em áreas-chave: Unidade Coronariana, Serviços de Arritmia e Cirurgia Cardíaca e a Hemodinâmica para diagnóstico e tratamento. Essa subdivisão, no entanto, não impede que as equipes atuem de forma integrada. “Pelo contrário, apenas ajuda a organizar a prestação do serviço, garantindo assistência médica técnica e humanística ao paciente”, esclarece o cardiologista. O serviço de Cardiologia do São Francisco presta atendimento a pacientes em um raio de 200 quilômetros a partir de Ribeirão Preto.

A emergência do Hospital São Francisco também merece destaque. A unidade, comandada atualmente pelo cardiologista Flávio Luis Gambi Cavallari (CRM: 127.570), atende, em média, 430 pacientes ao dia. “Aqui, seguimos protocolos de atendimento já sistematizados, o que imprime segurança, tanto para os pacientes quanto para a equipe”, explica o Dr. Flávio. Segundo o médico, a celeridade no atendimento é outra vantagem conquistada por meio dos protocolos, o que é determinante na hora do diagnóstico e também do tratamento.

Além disso, se o paciente ingressar na instituição médica, será acompanhado pela mesma equipe desde a chegada, o que garantirá a sequência necessária no tratamento. “Essa continuidade pode ser determinante para o sucesso de qualquer atendimento”, acrescenta o cardiologista.

Por conta da demanda alta, os casos de dor crônica, que muitas vezes ingressam na instituição pela emergência, o Hospital São Francisco criou um serviço especial, sob o comando da especialista Izabel Carolina Rocha Lima (CRM: 65.469), que já presta serviço ao Hospital há 13 anos nesta especialidade. Em uma infraestrutura própria e sala exclusiva, após uma consulta clínica, são realizados bloqueios ou infiltrações anestésicas, conforme o diagnóstico do paciente, que busca o serviço a fim de obter alívio da dor e melhora da qualidade de vida.

“A procura por tratamento de dores crônicas aumentou pela maior incidência de casos, maior número de pacientes conveniados e também por causa do esclarecimento da população, que antigamente convivia com a dor sem saber a quem recorrer”, explica a médica, que acaba de retornar este mês de um congresso da Federação Europeia de Dor Crônica, em Viena, na Áustria, onde apresentou um trabalho científico realizado com pacientes no serviço de Tratamento da Dor do Hospital São Francisco. De acordo com a especialista, o tratamento das dores crônicas também depende do envolvimento de uma equipe multidisciplinar composta por enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros.

Grupo forte

O Hospital São Francisco é o primogênito de um importante conjunto de empresas que, hoje, formam o Grupo São Francisco. São mais de 3.500 colaboradores em sete estados, além de mais de sete mil profissionais credenciados em 14 estados brasileiros. Em 1996, foi fundada a São Francisco Saúde, operadora de planos de saúde que tem, atualmente, 430 mil beneficiários, 4 mil prestadores médicos, 200 hospitais credenciados e cerca de 50 unidades próprias nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A São Francisco Saúde ocupa o terceiro lugar no ranking de qualidade da Agência Nacional de Saúde (ANS) entre as operadoras de medicina de grupo de grande porte do Brasil.

Em 1997, surgiu a São Francisco Resgate. A empresa possui 110 ambulâncias e atende mais de 3.500 quilômetros de rodovias que operam em regime de concessão em mais de 80 municípios de sete estados. Nas estradas paulistas privatizadas, é responsável por aproximadamente 40% dos atendimentos. Além disso, faz a cobertura médica no Aeroporto Internacional de Guarulhos e ainda oferece atendimento pré-hospitalar para beneficiários de planos de saúde.

Em 1998 foi inaugurada a São Francisco Saúde Ocupacional e, no mesmo ano, a São Francisco Odontologia, criada com a missão de promover soluções corporativas para o tratamento da saúde bucal. A empresa está hoje presente em 496 municípios distribuídos em 14 estados brasileiros e o Distrito Federal. Possui cerca de 300 mil clientes e 3 mil dentistas credenciados. A São Francisco Odontologia atingiu o 4º lugar no ranking das melhores operadoras em ranking da Agência Nacional de Saúde.

Fonte: Revide

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