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São Francisco Saúde recebe certificado de apoio ao projeto Parto Adequado da ANS

Evento aconteceu em São Paulo/SP

29/11/2016

 

Durante a divulgação dos resultados da primeira fase do Projeto Parto Adequado, realizado no dia 17 de novembro, em São Paulo, a ANS conferiu à São Francisco Saúde um certificado de reconhecimento de seu apoio às ações do governo para a redução das cesáreas e incentivo do parto vaginal em todos os hospitais públicos e privados do País.

Nesta primeira fase do Projeto Parto Adequado, a ANS selecionou inicialmente 42 instituições hospitalares, das quais, 35 finalizaram o projeto, apoiadas por 19 operadoras claramente identificadas com os seus objetivos, dentre as quais, destaca-se a São Francisco Saúde. E os hospitais, por sua vez, foram escolhidos por apresentarem taxas elevadas de cesarianas, volumes expressivos de nascimento e atenderem critérios de localização geográfica e cobertura de planos de saúde.

Nesse sentido, os dados divulgados pela ANS em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e com o Institute for Healthcare Improvement (IHI), relativos a um período de 18 meses de duração da primeira fase do projeto, revelam que foram evitadas 10 mil cesáreas sem indicação clínica, fato este que motivou a expansão da iniciativa que numa segunda fase será ampliada com a adesão de mais 150 hospitais espalhados em todo o País.

A ANS informou que a alarmante escalada de cesáreas registradas nacionalmente, especialmente na rede privada de saúde, pode ser contida e, mais do que isso, revertida. Como prova disso, as medidas implementadas pelo grupo de hospitais que participaram pioneiramente dessa primeira fase do Projeto Parto Adequado, aumentaram significativamente a taxa de partos vaginais e promoveram melhorias importantes em indicadores de saúde das gestantes e recém-nascidos assistidos.

RESULTADOS

A taxa de partos vaginais nos 26 hospitais que fazem parte do projeto piloto, ou seja, que participaram de todas as estratégias adotadas, cresceu em média 76% - 16 pontos percentuais – saltando de 21% registrados em 2014, para 37% ao final do projeto, agora em 2016. Segundo ainda a ANS, se forem considerados todos os 35 hospitais que participaram da iniciativa, que incluiu hospitais seguidores e colaboradores, o crescimento médio da taxa de partos vaginais foi de 43%, ou seja, mais de 10 pontos percentuais, passando de 23,8% para 34%. Dessa relação inicial de hospitais, 9 deles conseguiram atingir ou superar individualmente a meta de 40% de partos vaginais que, nos últimos 18 meses, impediu a realização de mais de 10 mil cesáreas sem indicação clínica.

A ANS constatou ainda grandes avanços na melhoria de outros indicadores de saúde como, por exemplo, 14 dos 35 hospitais integrantes do projeto reduziram as admissões em UTI neonatal, caindo de 86 internações por 1.000 nascidos vivos para 69 internações por 1.000 nascidos vivos. E 9 hospitais reduziram as admissões em UTI neonatal para bebês acima de 2,5 kg, passando de 44,5 internações por 1.000 nascidos vivos, para 35 internações por nascidos vivos. Ao todo, foram evitadas cerca de 400 admissões em UTI neonatal.

EXPANSÃO

Adicionalmente, o Projeto Parto Adequado revelou-se também uma iniciativa segura, pois não houve aumento de complicações decorrentes do parto como, por exemplo, morte materna, sequela e asfixia fetal, entre outros eventos adversos, no conjunto dos hospitais que desenvolveram essas iniciativas. Em 3 instituições houve redução desse tipo de complicação, caindo de 73 eventos adversos por 1000 nascidos vivos para 31 eventos adversos por 1000 nascidos vivos, significando uma redução de 57%.

“Chegamos ao fim do projeto piloto extremamente satisfeitos com os resultados alcançados. Nunca houve um sucesso tão grande em medidas para reduzir cesáreas”, enfatiza Martha Oliveira, Diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS. Acrescentando, ela afirmou que as mudanças implementadas pelos hospitais parceiros fizeram aumentar de forma segura o percentual de partos vaginais, dando mais confiança e proporcionando um atendimento de mais qualidade às gestantes: “Não apenas conseguimos evitar cesáreas desnecessárias, mas começamos, de fato, a promover uma mudança cultural que, acreditamos, será irreversível e essencial para a melhoria do sistema de saúde em todo o País”, complementa ela.

As conquistas registradas nesta primeira fase do Projeto Parto Adequado foram tão significativas que motivaram a sua expansão, através da escolha de novos hospitais que se destacaram para a multiplicação do projeto em 10 diferentes regiões do Brasil, ampliando o alcance das ações em favor da melhoria da atenção ao parto e nascimento no País. E essa segunda fase prevista contemplará um número quatro vezes maior de participantes, atingindo 150 novos hospitais localizados em diferentes regiões brasileiras.

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