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Prevenção possível

Controlar os fatores de risco e estimular os elementos protetores são atitudes cruciais para prevenir o câncer de mama, doença que afeta 1,67 milhão de mulheres no mundo anualmente

13/10/2015

Equipe da São Francisco Saúde Plena uniformizada para a campanha 

Como a maioria dos tumores da mama não apresenta sintomas no início, a prevenção é o melhor caminho para a detecção e o diagnóstico precoces da doença, o que elevam bastante as chances de um tratamento bem-sucedido. Considerado o maior incidente na população feminina mundial e brasileira, quando diagnosticado e tratado precocemente, o câncer de mama tem bom prognóstico, com cura em aproximadamente 80% dos casos.

Com alimentação adequada, prática de atividades físicas, controle do peso, evitando o consumo de bebida alcoólica e de cigarro, é possível reduzir o risco de desenvolver a doença em cerca de 28%. Além disso, conhecer o próprio corpo, fazer o autoexame mensal das mamas, aliado à investigação clínica anual a partir dos 40 anos e mamografia a cada dois anos, pode identificar a presença de câncer ainda na fase inicial.

Diretor clínico e técnico do Hospital de Câncer de Ribeirão Preto — Fundação Sobeccan, o médico Guilherme Luna Martinez, lembra que, além do Outubro Rosa, há campanhas de educação permanentes em Ribeirão Preto. Iniciativas durante o ano inteiro também buscam realizar mamografias, objetivando principalmente a faixa etária mais acometida, entre 50 e 60 anos. A Instituição mantém o MamaMóvel, que atenderá às mulheres em alguns pontos da cidade. No dia 17 de outubro, o veículo adaptado estará na Praça Carlos Gomes, a partir das 9h, e no dia 24, no aeroclube, no Jardim Aeroporto.

Para o mastologista do São Francisco Saúde Plena, Rafael José Fábio Pelorca (CRM: 133.355), a prevenção é uma das missões da instituição de saúde na busca pela qualidade de vida aos usuários. Desde junho, a unidade está entrando em contato com cerca de 10 mil mulheres, para que atualizem as consultas e os exames de rotina. “Lembrando que o autoexame é um dos primeiros passos para que a mulher possa identificar precocemente qualquer alteração nas mamas. Ele deve ser feito já a partir dos 25 anos de idade”, orienta o médico.

Cuidar do lado emocional também é importante. “O diagnóstico de um câncer acaba abalando a paciente e seus familiares. Para dar suporte psicológico, o São Francisco conta com profissionais de serviço social e psicologia, além de acompanhamento nutricional, de enfermagem e de apoio familiar”, explica Rafael. Por meio do Programa Viver Bem, a instituição oferece monitoramento ativo dos usuários, feito pelo 0800 777 8030 e do aplicativo de celular, onde podem tirar as dúvidas em tempo real com médicos e profissionais de saúde.

Felicidade plena

Alegre, extrovertida, otimista e comunicativa, Ivonice Neves Gonçalves não se intimidou diante de dois cânceres. O primeiro, descoberto há 17 anos durante o autoexame a tirou do prumo, gerou dúvidas e angústias durante os seis anos de tratamento. Depois da cirurgia, passou por seis sessões de quimioterapia e 99 de radioterapia. O temor do desconhecido deu lugar à fé, à esperança e à alegria de viver um dia de cada vez. “Hoje, sou 100% feliz”, reforça Ivonice, que compartilha com outras mulheres a experiência de vida relatando como sobreviveu ao câncer.

Em 2013, um novo tumor a obrigou a retirar a mama esquerda. Novamente a fé, a alegria contagiante e o otimismo contribuíram sensivelmente para que ela resistisse ao longo tratamento, que já dura seis anos. “Sou uma pessoa feliz, positiva e aprendi a valorizar e evidenciar as qualidades do outro, não os defeitos. É preciso mudar o olhar, reforçando as coisas boas da vida, porque ela é maravilhosa e deve ser aproveitada em sua plenitude”, ressalta Ivonice. Hoje, a paciente divide seu tempo entre as palestras e o trabalho social realizado na Associação Síndrome do Amor, que oferece apoio a famílias de crianças com síndromes genéticas severas.

Fonte: Revide Online, Luiza Meirelles

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