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Brasil registra novos casos de Febre Chikungunya

Doença é causada pelo mesmo mosquito causador da dengue e o objetivo dos órgãos de saúde é estar atento para bloquear a transmissão

20/08/2014

O vírus é transmitido aos seres humanos por mosquitos do gênero Aedes, o mesmo da dengue 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 2014 começou com cerca de cinco mil casos confirmados e 21 mortes causadas pela febre Chikungunya. A doença tem transmissão autóctone (quando a pessoa se infecta no local onde vive) restrita a países da África e Ásia. O Brasil registrou cerca de 20 casos nos primeiros sete meses do ano, todos foram de pessoas que se infectaram no exterior, especialmente militares e missionários que retornaram de missão no Haiti, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira.

A febre chikungunya é uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus CHIKV, transmitido pela picada da fêmea de mosquitos infectados. A preocupação dos órgão de saúde é que o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, têm todas as condições de espalhar esse novo vírus pelo País. Seu ciclo de transmissão dura em média de dois a dez dias, quando está ainda período de incubação.

Os principais sintomas são febre alta, de início repentino, dores intensas nas articulações e pode ocorrer também dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Em se tratando de Chikungunya, é importante reforçar que a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).

“Em alguns casos as dores nas articulações podem persistir por meses. até o momento não existe vacina ou um tratamento específico para doença, como no caso da dengue. Os sintomas são tratados com medicação para a febre e para as dores articulares. É importante também que o paciente se hidrate bem, explica a Dra. Silvia Fonseca, gerente médica do Hospital São Francisco.

Casos suspeitos de infecção pelo CHIKV devem ser notificados em até 24 horas para os órgãos oficiais dos serviços de saúde. O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC, dores articulares ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua.

Segundo Fonseca, como a doença Chikungunya é transmitida por mosquitos, é importante que as pessoas intensifiquem as medidas de eliminação dos criadouros dos mosquitos. “Elas são exatamente as mesmas recomendadas para o controle da dengue, basicamente, não deixar acumular água em recipientes”, afirma.

Plano de ação do Hospital São Francisco

Nos últimos anos, antes mesmo do período de início das chuvas, quando a incidência dos casos de dengue normalmente aumenta, o Hospital São Francisco mantém um plano de ação com atualização do fluxo de atendimento aos pacientes com suspeita da doença e realiza treinamentos e workshops com todos os profissionais de saúde para capacitá-los de acordo com os novos protocolos.

Este ano o hospital não registrou nenhuma epidemia de dengue, mas continua monitorando diariamente o número de casos suspeitos e, de acordo com Fonseca, “caso a Febre Chikungunya entre no Brasil, o hospital também receberá seus doentes seguindo as orientações do Ministério da Saúde”, diz.


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