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Ribeirão Preto se prepara para o Ebola

Gerente médica do Hospital São Francisco fará palestra sobre a doença para profissionais de saúde das redes pública e particular nesta terça-feira (19)

18/08/2014

"A chave do controle da Ebola é a educação das autoridades e dos profissionais da saúde em relação à doença", diz Dra. Silvia Fonseca 

16/08/2014 - 15:26

FONTE:Jornal A Cidade- Daniela Penha

Profissionais de saúde de Ribeirão Preto estão sendo treinados para lidar com o Ebola, vírus que matou 1.145 pessoas em países da África ocidental neste ano, na pior epidemia da história.

Não há casos no Brasil, mas o Ministério da Saúde preconiza medidas de notificação compulsória, tratamento e orientações de alerta em relação ao vírus, que leva à morte 90% dos infectados, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Na tarde do último dia 15, médicos e demais profissionais de saúde participaram de videoconferência no Hospital das Clínicas de Ribeirão, com a Vigilância Epidemiológica do Estado. A Secretaria de Saúde de Ribeirão organizou, para a próxima terça-feira (19), palestra de orientação sobre a doença aos profissionais de saúde interessados. Hospitais particulares da cidade também traçam planos de contingência para lidar com o vírus.

A médica Silvia Nunes Szente Fonseca, membro-fundadora do Comitê Municipal de Controle de Infecções Hospitalares e responsável pelo Serviço de Controle de Infecções do Hospital São Francisco, diz que o hospital já tem plano traçado e reuniu funcionários, inclusive de áreas administrativas, para orientações sobre a doença. “Todos têm de entender o que é o Ebola”, ela explica.

A médica vai ministrar a palestra “Surto de Ebola: o que o profissional de saúde precisa saber”, na próxima terça (19), às 14h30, no Hospital Estadual, e entende que é necessário que os profissionais e as unidades de saúde estejam preparados para a possibilidade de um paciente contaminado. “O objetivo é que nenhum profissional de saúde se contamine e que não passe a doença para outras pessoas”.

A médica entende que orientar os profissionais é necessário, por não considerar impossível que um paciente infectado traga o vírus para o Brasil. “Hoje, com tantas possibilidades de viagens, o mundo não é tão separado como a gente pensava. Todas as tentativas recentes de barrar epidemias com triagem em aeroportos falharam”.

Ainda assim, Silvia considera improvável que o Brasil viva uma epidemia nas proporções da africana, pois o Ebola não tem um vetor, por exemplo, como a dengue, sendo transmitido apenas por pessoas e animais infectados, e o Brasil tem estrutura de saúde diferente da que é encontrada na África. “Lá, os profissionais de saúde não têm luvas, máscaras, eles reutilizam agulhas. São condições muito precárias”.

Na África, os profissionais de saúde são grupo de risco, onde há alto índice de infecção do vírus. Autoridades internacionais acreditam que a epidemia de Ebola não termina antes de seis meses.

Boatos

O Ministério da Saúde enviou nota à imprensa nacional ontem reafirmando que o Brasil não tem casos suspeitos ou confirmados do Ebola. Boatos estão circulando nas redes sociais e pelo Whatsapp, aplicativo no celular, em relação à doença. O Ministério, porém, ressalta que “o risco de transmissão para o país é considerado baixo”, de acordo com nota oficial.

“O Ministério da Saúde recebe, diariamente, informações da OMS sobre a situação de circulação de vírus no mundo, inclusive o Ebola, além de quaisquer outras situações que possam se caracterizar como emergência de saúde pública”, informou a nota, ratificando que não há recomendações de restringir o comércio ou o fluxo de pessoas com os países afetados.

O Ministério tem realizado videoconferências com a vigilância dos estados para passar as orientações necessárias em relação à doença. No portal da pasta, há uma cartilha com o “protocolo de vigilância e manejo de casos suspeitos de doença pelo vírus ebola”.

Nesse documento, os profissionais de saúde são orientados sobre a notificação compulsória e imediata de qualquer caso suspeito e recebem orientações sobre diagnóstico, tratamento, investigação epidemiológica e transmissão.

São considerados casos suspeitos pacientes que tenham estado nos países com transmissão atual de Ebola nos últimos 21 dias e apresentem os sintomas da doença.

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