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Artes marciais pela inclusão social

Grupo São Francisco apoia projeto de Karatê-do para pessoas com deficiência intelectual, particularmente Síndrome de Down

10/07/2014

O esporte tem o potencial de educar para a vida e promover a inclusão social  

A prática das artes marciais é uma poderosa ferramenta de inclusão social. Um bom exemplo vem do projeto KARATE-DO para crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual, particularmente Síndrome de Down. O programa é desenvolvido em São Paulo (SP) e conta com o apoio do Grupo São Francisco. O objetivo é o de promover a saúde, incentivar a disciplina, coragem, equilíbrio, força e auto-estima.

“Queremos incluir essas pessoas à sociedade, trabalhando os aspectos físicos, cognitivos e motores, além de estimular participação de todos no processo de inclusão social. Por meio do esporte é possível estimular a consciência e o respeito às diversidades e na eliminação de preconceitos”, diz a coordenadora do projeto Natália Monaco.

O projeto atende 200 alunos com idades entre 12 e 25 anos que serão divididos em oito turmas. Para cada uma delas serão oferecidas duas aulas semanais com duração de uma hora cada. O início das atividades está previsto para o mês de agosto e durante um ano serão realizados diversos eventos externos com apresentação dos grupos. Ao final do curso, os alunos participarão do exame de troca de faixa e entrega de certificados.

As aulas serão ministradas em instituições parceiras do Instituto Olga Kos. Nesse projeto de inclusão por meio do esporte, 80% das vagas são para pessoas com Deficiência Intelectual, particularmente Síndrome de Down e os outros 20% para pessoas sem deficiência intelectual, mas em situação de vulnerabilidade social.

A iniciativa defende que as artes marciais auxiliam os alunos em sua integração à sociedade, aliando os resultados aos benefícios trazidos para a saúde e a qualidade de vida. O esporte tem o potencial de educar para a vida e promover a inclusão social.

“O Karatê ajuda o praticante a se tornar mais ativo, deixando de lado a vida ociosa e, consequentemente, reduz os riscos de doenças causadas pelo sedentarismo. Além disso, a prática esportiva pode fazer com que elas façam as atividades diárias com mais independência”, ressalta Natália Monaco.

A Cartilha do Censo 2010 – Pessoas com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, revela que cerca de 638 mil pessoas no país tem deficiência intelectual. E, segundo o Ministério da Saúde, mais de 270 mil pessoas têm Síndrome de Down. Algumas delas têm a oportunidade de se destacar em esportes e se tornaram campeões na vida e no tatame.

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