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Evento promove debate sobre Hepatite C

Evolução, casos e tratamento da doença foram discutidos no Hospital São Francisco

22/05/2014

Evento faz parte da estratégia de qualificação e desenvolvimento profissional do Hospital São Francisco 

O Hospital São Francisco de Ribeirão Preto/SP realizou, na última segunda-feira (19/05), um evento para discutir a prevenção e tratamento em relação à hepatite C. As novidades no combate à doença foram apresentadas pelo Dr. Luiz André Magno do departamento médico da Janssen - uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de produtos farmacêuticos. O evento faz parte da estratégia de qualificação e desenvolvimento profissional proposta pelo Hospital e atraiu profissionais da área de saúde, entre eles, médicos do corpo clínico, médicos residentes e enfermeiros.

A Hepatite C é uma doença inflamatória do fígado causada por um vírus e que atinge 170 milhões de pessoas em todo o mundo e cerca de 3 milhões de brasileiros. Desses, apenas 5% estão diagnosticados. Por ser uma doença silenciosa, muitos não sabem que estão infectados. “A grande questão é que a doença, em seu estágio inicial, pode não apresentar sintomas. O paciente só fica sabendo que está infectado quando a hepatite C está na fase avançada, evoluindo para uma cirrose”, informa Dr. Magno. “Nessa fase, a mortalidade aumenta e as chances de cura diminuem”, diz.

De acordo com o especialista, a hepatite C apresenta diferentes graus de inflamação e de fibrose do fígado, ou cicatriz, causados por, pelo menos, seis subtipos de vírus C, sendo que o subtipo 1 é o mais frequente e responsável por aproximadamente 70% dos casos da doença. Pesquisas atuais revelaram que antivirais potencializam muito a chance de eliminação do vírus. Este tratamento já é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e permite taxas de cura entre 65 e 75%. “Quanto antes fizermos o diagnóstico, maior a possibilidade de cura e evitar que o paciente tenha uma evolução ruim da doença”, alertou Dr. Magno.

A transmissão ocorre pelo contato direto com o sangue contaminado, seja por transfusão de sangue ou pelo compartilhamento de agulhas e outros materiais mal esterilizados. O Ministério da Saúde registrou de 1999 a 2011 cerca de 16,8 mil mortes decorrentes da hepatite C. Segundo o médico cirurgião do Hospital São Francisco, Dr. José Antônio Mansur, no Brasil, a transmissão da doença evoluiu pela falta de exames. “A estimativa é grande porque os exames virais começaram a ser obrigatórias para os doadores de sangue de 1992 para cá. Antes dessa data muitos portadores da doença transmitiram o vírus”, explicou.

Para o médico residente em cirurgia do Hospital São Francisco e um dos participantes da palestra, Diego Mamede Pio, o tema discutido foi importante para alertar o diagnóstico precoce da doença. “Para a nossa profissão é um assunto muito importante. Mesmo que indiretamente lidamos com o tema diariamente no Hospital”, disse.

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