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Hipertensão Arterial mata cerca de 10 milhões de pessoas por ano no mundo

A prevenção e mudanças de hábito são fundamentais para uma melhor qualidade de vida

10/02/2015

Prof. Dr. Fernando Nobre, médico responsável pelo Serviço de Cardiologia do Hospital São Francisco  

A Hipertensão Arterial, ou Pressão Alta, é a doença crônica mais comum no mundo. Ela pode atingir qualquer idade, sexo, classe social ou condição financeira. Segundo a Organização Mundial de Saúde, é o principal fator de mortalidade para doenças cardiovasculares. Estima-se que afete em torno de, no mínimo, 25 % da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

“A hipertensão arterial significa um aumento da força de circulação do sangue nas artérias. Com isso, o coração tende a se dilatar e ocorre dano nas artérias submetidas a uma pressão superior a que elas podem suportar. É particularmente perversa porque é doença sem sintomas, que só aparecerão quando a pessoa já apresenta lesões importantes em órgãos como coração, rim e cérebro”, explica o médico responsável pelo Serviço de Cardiologia do Hospital São Francisco, Dr. Fernando Nobre.

De acordo com Nobre, considera-se hipertenso quem apresenta, em repouso, a pressão arterial com os valores persistentemente iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg). O médico ressalta ainda dois caminhos para o tratamento da doença. Um com a utilização de medicamentos que possibilitam o controle da pressão arterial, adicionado às modificações do estilo de vida como: redução de peso, controle da ingestão de sal e álcool, praticar atividades físicas regulares e controlar o estresse.

Mudança de vida

Foi o que fez a dona Doniceia Isabel da Silva, de 56 anos, cansou de ter pena de si mesma. Com 102kg ela desenvolveu hipertensão, diabetes, colesterol e artrose no joelho provocada pelo excesso de peso e ainda tinha baixa estima, mas decidiu reagir. Para isso, ele entrou no Grupo Viva Leve da São Francisco Saúde Plena que oferece um programa no qual os participantes aprendem a estabelecer novos hábitos alimentares e comportamentais, perdendo peso e ganhando mais qualidade de vida. Hoje, ele pratica exercícios físicos e tem uma alimentação saudável.

“Eu tinha que fazer alguma coisa para mudar minha vida. Entrei no grupo decidido a emagrecer e a controlar minha pressão alta. Deu tão certo que nem precisei fazer a cirurgia bariátrica. Agora sou outro homem”, concluiu Coelho.

Prevenção e controle

É sempre possível prevenir e controlar a pressão arterial desde que haja comprometimento com a saúde. Para tanto, o paciente precisa fazer sua parte e seguir as orientações médicas.

“Não basta só usar os remédios prescritos para resolver o problema de pressão arterial aumentada. É preciso promover algumas mudanças no estilo de vida, completando assim os cuidados necessários”, concluiu Nobre.

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