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Hospital São Francisco de Ribeirão Preto/SP investe em Psicologia Hospitalar como diferencial de atendimento

Às vésperas de comemorar seus 70 anos de existência em 2015, o Hospital São Francisco (HSF) inova ainda mais na excelência de serviços prestados rotineiramente aos milhares de usuários

08/06/2015

Natália Gallo, Coordenadora do Centro de Psicologia Hospitalar do Hospital São Francisco 

Comprometido decisivamente com segurança e bem-estar físico e emocional de seus pacientes, o Hospital São Francisco incorporou em seu portfólio de serviços, o Centro de Psicologia Hospitalar, uma área de conhecimento e especialidade inserida em um campo mais amplo chamado Psicologia da Saúde, que tem como objetivo o entendimento e o tratamento dos aspectos psicológicos relacionados ao adoecimento.

A psicóloga Natália Gallo, Diretora do Instituto INCLINARE e Coordenadora do Centro de Psicologia Hospitalar do Hospital São Francisco, esclarece que um dos objetivos desse serviço é ajudar o paciente normalmente fragilizado física e emocionalmente, a atravessar tal experiência, a qual produz inúmeros aspectos psicológicos não apenas nele, mas também na família e na própria equipe de profissionais da saúde que atuam junto a ele.

Entre as principais funções da psicologia no hospital geral, está a abertura de espaço para a subjetividade da pessoa adoentada, o que geralmente influi no curso da doença e modifica a vivência que o paciente, os médicos e a família têm da própria doença. Como consequência dessa abordagem psicológica, pode ocorrer inclusive a diminuição da necessidade do uso de medicamentos analgésicos, na medida em que o nível de dor física é fortemente influenciado por aspectos emocionais como, por exemplo, ansiedade exacerbada e, em alguns casos, a própria alta hospitalar ocorre em menos tempo do que ocorreria caso não houvesse o apoio psicológico, acrescenta a Dra. Natália.

Relacionamento

A Coordenadora do Centro de Psicologia Hospitalar do HSF esclarece, porém, que existem alguns casos em que o trabalho do psicólogo não se destaca tanto, mas faz uma grande diferença na qualidade de vida e no psiquismo de quem participou de alguma abordagem profissional como essa: “O objeto de trabalho da psicologia hospitalar não é apenas a dor do paciente, mas também a angústia de todos que o cercam, como a família, equipes de saúde, médicos, levando em consideração todas essas pessoas não só individualmente mas também a relação entre elas, com intuito facilitar seu relacionamento”, enfatiza ela.

Nesse sentido, praticamente todas as pessoas podem se beneficiar do trabalho do psicólogo hospitalar, não havendo efetivamente nenhuma contraindicação a esse serviço. Porém, alguns casos se destacam e apresentam maior demanda, como: adoecimentos ou eventos (como acidentes), que ameaçam a vida de forma mais substancial; doenças estigmatizantes; pacientes com transtornos psiquiátricos; ideação suicida ou tentativa de autoextermínio; doenças crônicas; situações de cuidados paliativos; óbitos; manejo situacional e orientações junto à equipe, enfim, uma infinidade de indicações.

Apesar dessas situações descritas, a Dra. Natália alerta que não se deve incorrer no erro de pensar que por que uma pessoa não está gravemente enferma ou não manifesta reações emocionais exacerbadas, ela não esteja em um estado de sofrimento psíquico que exige o devido acompanhamento: “É nesses casos que entra também a função educativa que o psicólogo deve exercer no contexto em questão, favorecendo que os demais profissionais apurem o olhar e possam identificar corretamente a demanda por nosso suporte”, esclarece ela.

Atividades

A psicologia possui diversas especialidades, como psicologia clínica, psicologia esportiva, psicologia hospitalar, psicologia jurídica e social, psicologia do trabalho e orientação profissional, entre outras. No caso da psicologia hospitalar, as principais atividades desenvolvidas, além de atuação em equipe multidisciplinar, são discussões de casos, orientações e acolhimento; avaliações e atendimento psicológicos individuais e em grupo com pacientes e familiares, nos mais diversos setores como ambulatório, pronto atendimento, emergência, enfermarias, tanto de casos clínicos quanto cirúrgicos, unidades de tratamento intensivo adulto, infantil e neonatal; unidades de oncologia, hemodiálise e hemoterapia.

A Coordenadora do Centro de Psicologia Hospitalar do HSF, Dra. Natália, destaca a importância de envolver a família do paciente nesse tratamento, por apresentar na maioria das vezes, sofrimento psíquico decorrente da enfermidade de um de seus membros, e podem funcionar como facilitadores ou então dificultar a travessia do paciente e da própria equipe no processo de adoecimento e tratamento: “Muitas vezes, o paciente do psicólogo hospitalar não é necessariamente aquele que está no leito ou internado”, justifica ela.

E, finalizando, embora admita ser, a priori, verdadeira, Dra. Natalia refuta uma afirmação corrente de que o “psicólogo só conversa”, sob o argumento de que a conversa proporcionada por esses profissionais está muito longe de ser uma conversa comum, na medida em que ela proporciona abertura para significados e sentidos que favorecem a elaboração simbólica das situação vivenciada, e nenhum outro profissional foi mais treinado do que ele para isso.

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