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Cresce utilização do banco de ossos na Odontologia

Hospital São Francisco de Ribeirão Preto (SP) é uma das instituições de saúde do País habilitadas a realizar cirurgias odontológicas com ossos de bancos de tecido humano

03/12/2014

Hospital São Francisco está credenciado ao Ministério da Saúde para a utilização do banco de ossos em cirurgias odontológicas 

Há oito anos, o Ministério da Saúde regulamentou a utilização de banco de ossos pela Odontologia. As principais indicações são para repor a perda óssea bucal provocada por tumores e problemas odontológicos graves. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), de janeiro a setembro de 2014 foram realizados 16.683 transplantes ósseos, sendo que 92,5% deles foram realizados pela Odontologia, com concentração de casos nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

No Brasil, existem bancos de tecidos músculo-esqueléticos monitorados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), sendo que amostras de tecido são encaminhadas aos profissionais da Odontologia, devidamente credenciados. O Hospital São Francisco de Ribeirão Preto (SP) está entre as instituições de saúde do País autorizadas a realizar este tipo de cirurgia, utilizando enxertos de ossos dos bancos de tecido humano.

Para esse tipo de procedimento, o hospital foi credenciado ao Ministério da Saúde após a avaliação de critérios qualificadores, na qual a alta complexidade técnica e operacional do hospital e a formação especializada da equipe médica foram alguns dos pontos analisados.

As cirurgias odontológicas são feitas por cirurgiões-dentistas cadastrados e especialistas em Implantodontia, Periodontia ou Cirurgia Buco Maxilo. A maioria dos procedimentos é feita usando o enxerto ósseo autógeno, em que o osso a ser utilizado na reconstrução(devido à perda óssea após exodontia ou tumor) é retirado do próprio paciente, geralmente da crista ilíaca (bacia) ou da mandíbula (queixo) de acordo com a quantidade necessária para o procedimento.

Mas quando o paciente não quer se submeter a uma ou mais cirurgias apenas para obter enxertos dele mesmo é possível utilizar material do banco de tecido músculo-esquelético. Assim, a recuperação do paciente após o procedimento cirúrgico proporcionará igual ou maior conforto quando comparado às cirurgias convencionais, podendo, entre outros benefícios, reduzir os riscos de sangramento, infecções e dor. Além disso, a possibilidade de rejeição é praticamente nula, pois o transplante ósseo não possui o mesmo comportamento biológico que o transplante de órgãos, como coração ou rim.

“A utilização do banco de ossos pela Odontologia é uma alternativa viável, principalmente para reconstruções ósseas em implantodontia, tendo como vantagem a eliminação do desconforto e outras complicações pós-operatórias de uma área doadora de enxerto autógeno”, diz o cirurgião-dentista Dr. Alexandre Trivellato.

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