Laboratório São Francisco
A Proteção Que Você Merece

Notícias

Infectologista de Ribeirão Preto (SP) participará de missão humanitária contra Ebola no Caribe

Médica do Hospital São Francisco foi convidada pela OPAS para ministrar treinamento sobre suas experiências na área de infectologia para profissionais da saúde da América Central

04/11/2014

Garantir a preparação dos profissinais da saúde é uma das mais importantes ações no combate ao Ebola 

A infectologista e gerente médica do Hospital São Francisco de Ribeirão Preto (SP), Dra. Silvia Fonseca, participará de uma missão internacional junto à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS / OMS) para capacitar profissionais da saúde do Caribe (parte sul da América Central) contra o vírus hemorrágico do Ebola. O treinamento será realizado entre os dias 08/11 a 16/11, onde serão repassados protocolos de contingência da doença como detecção, isolamento e gerenciamento de casos suspeitos.

“Já estamos treinando nossos profissionais da saúde desde quando o vírus começou a se espalhar em alguns países da África. Garantir a preparação dessas pessoas é uma das mais importantes ações no combate ao Ebola. O risco de introdução de um caso em países das américas não é grande, mas é real e pode atravessar fronteiras e ameaçar as pessoas em todo o mundo”, diz Fonseca.

A missão faz parte das estratégias da OPAS para ajudar os países americanos a se prepararem para um possível caso de Ebola. Para isso, foi criada uma força-tarefa formada por um grupo de profissionais de diferentes especialidades, responsáveis pelos treinamentos sobre as questões de biossegurança e pesquisa sobre ebola, bem como o desenvolvimento de uma série de ações baseadas nos pilares que reforçam a batalha contra o vírus: vigilância, rastreamento de contato, manejo clínico e o uso de equipamentos de proteção individual.

Fonseca defendeu o treinamento dos profissionais da saúde sobre a doença, “já que cerca de 523 deles, a grande maioria de países pobres, já foram vítimas da epidemia, sendo que 269 morreram. Normalmente, a falta de capacitação e de informação são os maiores riscos. Só nos Estados Unidos três profissionais da saúde foram contaminados. Desde o começo do ano são 13.567 casos, com quase 5000 mortes até 31/10.

Brasil

Autoridades do setor da saúde de 34 países americanos decidiram colocar em prática um plano de vigilância epidemiológica para observar aqueles que chegam de áreas onde a doença foi registrada. O Brasil está entre os países que aprovaram numa reunião, em Havana (30/10), um plano de ação que reune 30 medidas para evitar a propagação do vírus Ebola. Desde a última sexta-feira (31), o Ministério da Saúde anunciou novas estratégias de monitoramento de viajantes que vieram da África Ocidental, Libéria, Serra Leoa e Guiné que já estão sendo aplicadas no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Galeria de Imagens

Voltar